Alunos da ACADE7 relatam visita ao Teatro José de Alencar

Alunos da ACADE7 relatam visita ao Teatro José de Alencar

Os alunos do 9º ano do C7S e membros da Acade7, João Victor Morel e Elisa Marques, participaram da visita guiada ao Teatro José de Alencar e relataram, respectivamente, o passeio no portal. Confira abaixo.

Texto de João Victor Morel

Acade7 em uma tarde cultural

Nesta quarta-feira, 1º de novembro, os membros da Acade7 reuniram-se no Colégio 7 de Setembro, à tarde, para irem visitar o Theatro José de Alencar. Chegando ao teatro, conheceram-no por meio de uma visita guiada por duas funcionárias, ouvindo sobre sua história e sua estrutura geral.

De início, foram ao palco central, rodeado por uma imenso auditório de 800 lugares, cercado por grades de arquitetura europeia importadas diretamente. Ao teto, via-se um grande lustre, iluminando uma belíssima pintura, restaurada semelhante à original.

Outrossim, visitaram os camarins, no porão do teatro, logo abaixo do palco, no qual encontraram vários artistas preparando-se para um espetáculo próximo.

Ao final do maravilhoso passeio cultural, no qual puderam conhecer um pouco melhor este importante símbolo da história do estado e do país, voltaram à sede da escola, encantados.

Texto de Elisa Marques

No dia 1 de novembro, os alunos da Acade7 participaram de um passeio cultural pelo Centro de Fortaleza. A academia visitou o belo Teatro José de Alencar, que é um importante patrimônio cultural da cidade além de uma referência turística e arquitetônica no país inteiro, e conheceu mais sobre a sua história e sobre a obra deixada pelo grande escritor romancista homenageado por ele, José de Alencar.

Os alunos tiveram uma tarde maravilhosa com  uma experiência de interação com o passado literário do Brasil que proporcionou momentos de divertimento e aprendizagem sem igual. Portanto, a importância de pontos históricos como esse é inegável, pois permite que a juventude mergulhe nas curiosidades, visões e inspirações de pessoas que deixaram um legado na cultura e na sociedade brasileira.

Confira as fotos.

Textos publicados por membros da Acade7 Elisa Marques e João Vitor Morel, alunos do C7S que participam do projeto “Correspondentes do jornal O Povo”

Leia os textos publicados por Elisa Marques e João Vitor Morel, alunos do C7S que participam do projeto “Correspondentes do jornal O Povo”

Elisa Marques e João Morel, alunos do Colégio 7 de Setembro e membros da Acade7, sede Centro – NGS, participam do projeto Correspondentes do Jornal O Povo. Os alunos tomaram posse em abril de 2017 e, durante esse tempo, já elaboraram textos onde transcrevem as experiências e pensamentos sobre a escola e a vida que foram publicados no jornal.

 

Nesta matéria, fizemos o compilado dos conteúdos produzidos pelos setembrinos Elisa Marques e João Vitor Morel, que abordam temáticas com ênfase na leitura, influência da mídia sobre o jovem, férias escolares, corrupção no Brasil para você conferir.

 

O que é o projeto “Correspondentes do jornal O Povo”?

 

O projeto visa desenvolver nos alunos a capacidade de crítica e de análise por meio da atividade jornalística, tendo a comunicação como aliada no processo de cidadania. O projeto é direcionado a jovens do 9º ano e teve 102 estudantes selecionados de 39 escolas públicas e privadas de Fortaleza.

 

Textos da Elisa Marques

 

1º Correspondente, eu?

O Correspondentes do jornal O Povo é um projeto que dá voz a jovens do 9° ano que transcrevem experiências e pensamentos, sobre a escola ou a vida, para serem publicados no jornal. Nesse caso, cá estou eu. Escolhida, eu? Foi mais ou menos a primeira frase que me veio a mente quando me deram a notícia. Portanto, quando me convidaram para a cerimônia de posse ainda não tinha caído a ficha.  Já tinha ouvido falar do projeto, mas não criei expectativas, eu pensava: “Comunicação não é minha área”.

 

E  agora, vivendo a experiência de escrever meu primeiro texto para a coluna, decidi me libertar para novas possibilidades e  novos objetivos. A quantos jovens esse maravilhoso projeto não vai ajudar a descobrir uma vocação?   A Posse dos Correspondentes 2017 que ocorreu dia 20/04 (quinta feira) foi surreal. Quero dar meus parabéns a todos os 132 escolhidos.   Mas, junto com esse título vem um pacote de responsabilidades e compromissos que contam com toda a nossa maturidade. Pelo menos pra mim, o projeto do jornal O Povo é muito desafiador, mas também é muito gratificante. Tenho certeza que todos darão seu máximo e se sairão muito bem!

 

2º Sei lá

 

Sei que a noite é formidável

Sei que é em sua quietude

Sei que meus pensamentos voam

Sei que para um ser escoam

Sei que é inevitável

Tamanha sua magnitude.

Sei, também, o meu ser

Que no seu, não se encontra

Sei que o que há por conhecer

É tudo aquilo que me afronta

Sei, porém, o não saber

Sei lá

Esperar é o que me resta.

 

3º Despedida

 

Transforma meu mundo

Juras paixão

Porém, acho que confundo

O que é delírio o que é razão

Pensas que pode chegar

Fazer o que queres do meu coração

Depois ir para além do mar

Partindo sem hesitação

Vai e demora

Com a solidão é que fico

Feliz por ti embora

Vai e retornas

Mas, por favor, promete

Na distância, não te transformas.

 

4º Acade7: a leitura como, além de uma paixão, um compromisso

 

Ler requer dedicação, compromisso, é essencial e prazeroso. Por isso, na minha escola, existe a Acade7 (academia de letras dos estudantes do 7 de Setembro) que é como um clube do livro aonde compartilhamos experiências literárias e textos. Na sexta-feira, dia 5/05, ocorreu a segunda reunião da acade7 neste ano, aonde o renomado professor Ednilo Soárez apresentou uma pequena palestra sobre como alcançar a felicidade, com base no livro “O jeito Harvard de ser feliz”.

 

Na apresentação, ele citou a sua definição favorita de felicidade como “a presença de prazer e a ausência de sofrimento”. Em seguida, ouve a eleição dos novos integrantes da diretoria da academia, que foi introduzida pelas palavras da antiga presidente aos novos membros. A diretoria é composta de quatro cargos exercidos completamente por alunos, desta vez todos do 9° ano. No final da votação, deu-se ainda a reafirmação do espírito poético do grupo por meio de algumas citações e então os membros foram presenteados da melhor forma possível: uma distribuição de livros para encerrar o encontro.

5º Para fazer história

 

O professor de pé, explicando, até que um aluno levanta a mão e pergunta: “Para que eu vou usar isso na minha vida?”. Uma cena assim é muito comum durante aulas de Matemática, Física e até de Português. Claro, sempre é deixada explícita a importância de tudo aquilo que é ensinado, no entanto, é bastante raro uma aula de História trazer essa dúvida.Por que será isso? Quase ninguém precisa escutar de um professor para saber o quão importante é, para o senso crítico, o estudo daquilo que representa a identidade cultural e histórica de vários povos. Não estudamos a história meramente para saber o que se passou, mas também para entender o presente.

 

É essencial para aprendermos com os nossos erros, com as falhas da humanidade, e fazer mais para construir um futuro melhor. A função da escola é não só preparar a mão de obra para o mercado de trabalho, mas também garantir que todo cidadão entenda a vida civil e o funcionamento do mundo. Diante da atual incerteza da presença integral disciplina de História na BNCC, é preciso ter uma coisa em mente: Realmente nos beneficiaria? Uma reforma é necessária, mas não nesses termos.

 

6º A pior parte das férias: O fim

 

Na minha opinião, as férias escolares são momentos bastante desejados e esperados, são essenciais até para manter o rendimento escolar e sempre criam expectativas muito maiores do que a realidade. Quando o período de recesso se aproxima, a eletrizante sensação de acesso a um leque de planos, que vão desde não fazer absolutamente nada a tudo que quisermos, se apodera de nós e nos faz esquecer de algumas obrigações que nos perseguem até fora do período escolar, tarefas domésticas, aulas extras, recuperação…

 

Além de várias outras coisas que deixamos para fazer nas férias e, com raras exceções, quase nunca terminamos. Penso que, a ilusão de ter todo o tempo do mundo nos faz deixar sempre para depois o que podíamos fazer agora e nos faz esquecer que esse tempo também acaba. Chega a última semana de férias e a saudade dos amigos se mescla com a “depressão pré aula”, a realidade das aulas nos choca diante de sua proximidade e a lista de coisas para fazer nas férias seguintes aumenta…

 

7º A influência da mídia sobre o jovem

 

A fase do desenvolvimento humano na qual ocorrem as maiores mudanças de opiniões, contradições e reafirmação pessoal com o intento de se projetar socialmente é a adolescência, a fase dos extremos. O contexto socioeconômico mundial atual, de globalização extremamente midiática, dita para os jovens diversas regras de comportamento para alcançar a tão desejada aceitação social. A mídia de hoje cria uma geração com uma noção de felicidade distorcida e fadada ao materialismo sem que ela própria mal perceba, e uma sociedade que ,se percebe, ignora.

 

Os meios de comunicação cada vez mais rápidos e persuasivos utilizam diversas estratégias de marketing para cultuar o modismo, o consumismo, o padrão de corpo e até de posicionamento político ideal. Um jovem o qual, com a idade, acaba de adquirir um pouco de liberdade e Independência, sem saber o que fazer com ela, é o alvo perfeito para essas estratégias de manipulação. Além disso, os adolescentes são os mais impactados, devido a sua íntima relação com as tecnologias e as redes sociais. Tudo isso leva a atual situação de convivência entre os jovens, a qual exige uma constante renovação e consumo de bens materiais.

 

Essa “Geração Coca-Cola” está esquecendo a felicidade simples e humilde, e todos deveriam, na verdade, estar lutando contra tal influência exacerbada. Permitir ao adolescente a chance de ter voz e dar vazão as suas opiniões é uma ótima forma de combatê-la.

 

Textos do João Vitor Morel

 

O Samurai Vermelho

 

Veio do meio natural
Do seu empenho mais banal
No infinito de um mar de almas
Ele é só mais um
No purgatório em busca da calma

A opressão é diária
Vivem na escravidão da máquina
Sua dívida é uma integral
No mundo do capital

Mas eis que surge um nome
Que de justiça e igualdade tem fome

Com a força do povo a elite sofre
Nas mãos do mestre dos nove
Salve o samurai vermelho
Que traz mudança no peito

 

Corrupção no Brasil: Uma Cultura Antiga

 

No Brasil, a atual conjuntura política é resultado de uma série de complicações e fraudes que vêm desde o período colonial, por incrível que pareça. Já no século XVI, por exemplo, o governo português, apelou à concessão de cargos políticos entre outros para aqueles que aceitassem ir à nova terra descoberta explorar suas riquezas, pois muitos não queriam deixar o conforto da corte em troca de simples aventuras ultramarinas. Naquela época, pagamento de propina era legítimo.

 

Dessa forma, as pessoas começaram a se familiarizar com essa situação, utilizando a promoção para beneficiar-se, além de amigos e familiares. Essa prática continuou por séculos, até mesmo com a proclamação da Independência, em 1822. Hoje a situação não é muito diferente: vemos políticos de altos cargos, como presidentes, senadores,deputados, entre outros, envolvidos em escândalos de corrupção movidos por um jogo de interesses; ou até outros casos de os quais estão sendo investigados na Operação Lava-Jato.

 

Sendo assim, vê-se que a corrupção instaurou suas raízes muito cedo na cultura brasileira; e a única forma de mudar uma cultura, é por meio da educação, de uma consciência política dos jovens, ensinando valores éticos e morais.

 

Demolição

 

Conhecimento é claro,
A noite é escura.
O branco é sábio,
A negritude perdura.

Desigualdade social, poucos brancos são atingidos,
Negros, os mais vividos, são os menos ouvidos.
O branco, o drama sofisticado, de quem pode comprar,
O negro, o drama marcado de quem pode chorar.

Em 1888, o país mostrou o seu racismo disfarçado.
Os negros foram libertos da escravidão e postos à própria sorte.
Sem auxílio nenhum, com a vida nas mãos do Deus Zumbi,
De educação, saúde, os seus palmares eram desprovidos.

O racismo é escuro,
O preconceito é claro.
O branco criou novos muros,
O negro continua acorrentado

 

Um Mundo Imaginário

 

Quando analiso as imagens,

Tudo o que vejo são pixels.

Pixels de pessoas imaginárias,

Que um dia foram reais,

E estão a postar fotos,

Para pessoas também imaginárias.

 

Habitantes de um mundo virtual cheio de carências.

Um mundo que valores reais não tem.

Onde a maior das “virtudes” é a aparência.

Onde o que importa é como os outros te veem.

 

O que farei eu, então,

Nesse mundo superficial,

De pessoas imaginárias?

Já sei, serei um “i” filosófico.

 

A Semana 7 de Setembro 

 

No Colégio 7 de Setembro, existe um período do mês de setembro no qual os alunos não têm aula: a semana 7, a primeira do mês. Ela faz jus ao nome da escola e é repleta de atividades extracurriculares, como a Amostra Cultural, aonde os alunos preparam trabalhos sobre temas definidos e apresentam com pôsteres, fanzines, entre outros, e as olimpíadas, com jogos de basquete, futsal, vôlei etc.

 

Essa semana tem como objetivo fazer com que o aluno vá para a escola mesmo sem aula, para se divertir com os amigos participando dos jogos, torcendo pelas equipes e criando um repertório e conhecimento de mundo amplo com pesquisas para a amostra. Vale ressaltar que a entrada somente é paga para os que vão participar dos jogos olímpicos; para o restante, é gratuita. Eles ocorrerão nas sedes centro e adepta do Colégio 7 de Setembro.

 

Análise do Filme “A Onda”

O filme “A Onda” foi produzido em 1981 e retrata um fato ocorrido na Escola de Palo Alto, na Califórnia, em 1961. Tudo começa quando, na aula de história, a aluna Laurie pergunta ao professor Ross como Hitler matou milhões de judeus e os alemães não viram nada nem souberam de nada. A aula acaba e o professor não sabe como responder sua pergunta.

 

Contudo, quando chega em casa, ele começa á estudar seus livros para buscar algo que o ajude. E ele encontra. No dia seguinte, ele chega em sala e propõe uma organização entre eles, baseada na disciplina e no rigor, tendo os alunos de sentar na cadeira com uma postura ereta e responder às suas perguntas rápida, clara e diretamente, entre outras exigências.

 

Os alunos adoraram a ideia e o professor criou a “Onda”. Porém, o que os alunos não sabiam, pois estavam fascinados, é que estavam participando de uma organização fascista. Isso demonstra que ele conseguiu responder a aluna, mostrando o quão fascinante e sútil pode se apresentar o fascismo. As pessoas são manipuladas de modo a acreditar em ideais os quais nem mesmo acreditam, pois estão cegas pelo fascínio, este que ocorreu no século 20, na Itália, Alemanha, Espanha e Portugal.

 

Correspondentes O Povo participam de Oficina de Escrita e conhecem a Redação do Jornal

Nesta terça-feira, 9 de maio, alunos participantes do projeto Correspondentes O Povo, o qual promove a melhoria da habilidade de escrita por meio da publicação de textos semanalmente, entre outras atividades, reúnem-se em oficina de escrita e conhecem como o jornal é produzido (textos, imagens etc.).

 

Na oficina puderam aprender sobre gêneros de textos jornalísticos, tais como: crônica, artigo de opinião, notícia, nota e reportagem. Também tiraram dúvidas de como escrever seu texto, como escolher o gênero, enfim, como organizá-lo da melhor maneira possível. Tudo foi devidamente ministrado pela repórter do Jornal O Povo, Isabel Costa.

 

Outrossim, os alunos conheceram a redação do jornal, conversando com os responsáveis pela arte, pela impressão de imagens, alguns articulistas. Também visitaram a rádio do jornal, FM 95.5 e tiveram uma participação especial durante a exibição do programa “Papo de Mulher”.

Membros da ACADE7 elegem nova diretoria para 2017

Membros da ACADE7 elegem nova diretoria para 2017

Por Larissa Rocha (aluna do 9º ano e presidenta eleita da ACADE7)

Os membros da Acade7 se reuniram para a escolha da diretoria. O Dr. Ednilo Soaréz deu uma palestra sobre sua vida e a felicidade, causando emoção aos membros da Acade7.

Acade7: a leitura como, além de uma paixão, um compromisso*

Por Elisa Marques Vidal (aluna do 9º ano)

Ler requer dedicação e compromisso. É essencial e prazeroso. Por isso, na minha escola, existe a Acade7 (Academia de Letras dos Estudantes do 7 de setembro) que é como um clube do livro onde compartilhamos experiências literárias e textos. Na sexta-feira, dia 05/05, ocorreu a segunda reunião da Acade7 neste ano, onde o renomado escritor Ednilo Soárez apresentou uma pequena palestra sobre como alcançar a felicidade, com base no livro ” O Jeito Harvard de ser Feliz”.

Na apresentação, ele citou a sua definição favorita de felicidade como “a presença de prazer e a ausência de sofrimento”. Em seguida, houve a eleição dos novos integrantes da diretoria da academia, que foi introduzida pelas palavras da antiga presidente aos novos membros. A diretoria é composta de quatro cargos exercidos completamente por alunos, desta vez todos do 9° ano.

No final da votação, deu-se ainda a reafirmação do espírito poético do grupo por meio de algumas citações e então os membros foram presenteados da melhor forma possível: uma distribuição de livros para encerrar o encontro.

Líderes da Acade7 são escolhidos por meio de votação.

Por João Victor Morel (aluno do 9º ano)

A Acade7 é uma organização criada pelo Colégio 7 de Setembro, a qual reúne alunos do nono ano para que eles possam aprimorar sua habilidade de escrita, de qualquer gênero textual. O encontro entre membros e organizadores ocorreu nesta sexta-feira, 05 de maio. A reunião foi marcada para decidir entre os alunos os cargos de presidente, vice-presidente, assessor e orador, líderes encarregados de unir a equipe de modo a incentivar o compartilhamento de leituras e técnicas de escrita.

Os candidatos apresentaram suas propostas e logo depois houve a votação. Além disso, o evento contou com a palestra de Ednilo Gomes Soárez, escritor, membro da Academia Cearense de Letras e diretor da escola. Em sua apresentação, ele abordou assuntos como a busca pela felicidade, comentando sobre o livro “O Jeito Harvard de Ser Feliz”.

Fotos

Premiação da XVII Exposição Literária grupo da Acade7 apresentou a peça “A Poesia de Carlos Drummond de Andrade”, o

Sexta-feira, 02, na solenidade de premiação da XVII Exposição Literária (EXPO7), os alunos e membros da Academia de Letras dos estudantes do Colégio 7 de Setembro (ACADE7) apresentaram a peça “A Poesia de Carlos Drummond de Andrade”, onde enalteceram as obras de um dos maiores poetas do Modernismo brasileiro.

José

E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, Você?
Você que é sem nome,
que zomba dos outros,
Você que faz versos,
que ama, proptesta?
e agora, José?

Quadrilha

João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi para o Estados Unidos, Teresa para o
convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto
Fernandes
que não tinha entrado na história.

No meio do caminho

No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.
Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra.

Poema de sete faces

Quando nasci, um anjo torto
desses que vivem na sombra
disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.

As casas espiam os homens
que correm atrás de mulheres.
A tarde talvez fosse azul,
não houvesse tantos desejos.

O bonde passa cheio de pernas:
pernas brancas pretas amarelas.
Para que tanta perna, meu Deus, pergunta meu coração.
Porém meus olhos
não perguntam nada.

Fotos

ACADE7 promove visita social a Casa da Criança

Ontem, 28, os membros da Academia de Letras dos Estudantes do Colégio 7 de Setembro (ACADE7) visitaram a Casa da Criança, abrigo para menores que se encontram em vulnerabilidade social. Durante toda a semana passada, os alunos se mobilizaram para arrecadar doações como: roupas, livros e brinquedos para serem entregues às crianças. Na visita, os alunos conheceram como funciona a dinâmica do abrigo, participaram de atividades lúdicas e perceberam a importância dos vínculos afetivos.

 

A Casa da Criança acolhe meninos e meninas, de 7 a 12 anos, cujos pais perderam a guarda na justiça. Com financiamento do Governo Estadual, a responsável conta que nada falta para as crianças, que têm garantidos seus direitos básicos e sua formação cultural, com saídas para o teatro, cinema e aulas de zumba.

 

 

Depoimento da presidente da ACADE7

 

Quero agradecer a todos que doaram e participaram de ontem, um dia muito especial para nós e para as crianças. Foi uma experiência inesquecível e que ficará marcada em cada um de nós. Aproveito também para desejar boas férias e agradecer pelo ano e oportunidade de ser presidente. Um abraço a todos.

 

Maria Paula, 2º ano do Ensino Médio (EGS), atual presidente da ACADE7.

 

 

Depoimento do vice-presidente da ACADE7

 

Nossa visita foi marcada por brincadeiras com as crianças, tendo direito até a uma apresentação rápida de teatro da Academia. A tarde foi de muita diversão e sorrisos, com distribuição das doações e fortalecimento do trabalho em grupo. O que se percebeu foi a ACADE7 unida e dedicada em prol da solidariedade, interagindo com as crianças que, infelizmente, estão numa situação difícil.

 

Esse encontro demonstrou um ótimo caminho para a Academia e revelou um sentimento positivo acerca do ano de 2016. Tanto a apresentação ao grupo Inês Literária, quanto a visitação ao abrigo me emocionaram, de diferentes formas. Fora a própria comoção com as crianças, instaurou-se o sentimento de satisfação em ter feito parte desse projeto e, com força de vontade, espero poder participar de mais projetos ano que vem.

 

Adentro o temido 3º ano! Vamos ver o que virá.

 

Pedro Pompeu, 2º ano do Ensino Médio (EBS), vice-presidente da ACADE7.

 

Confira as fotos! 

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ACADE7 recebe Elvis Alves, estudante do Rio de Janeiro, para troca de experiências sobre grupos literários

ACADE7 recebe Elvis Alves, estudante do Rio de Janeiro, para troca de experiências sobre grupos literários

Na tarde de ontem, 28, os membros da Academia de Letras dos Estudantes do Colégio 7 de Setembro (ACADE7) tiveram a oportunidade de conversar com Elvis Alves, aluno do 3º ano Ensino Médio, do Colégio São Bento, no Rio de Janeiro. Na ocasião, os alunos conheceram o projeto Inês Literária que Elvis faz parte, um grupo de leitura que ocorre dentro da própria escola, cuja finalidade é fazer leituras compartilhadas e resenhas de obras literárias. O momento foi uma importante troca de vivências e, também, de dicas para os dois grupos.

O projeto Inês Literária foi idealizado por amigos que gostam de ler e resenhar sobre obras e temas pré-determinados. Os encontros ocorrem semanalmente, na Biblioteca Pública do Rio de Janeiro.

Confira as fotos

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Membros da ACADE7 participam da Oficina de Escrita Criativa no C7S

Membros da ACADE7 participam da Oficina de Escrita Criativa no C7S

O Colégio 7 de Setembro realizou, nos dias 7 e 14 de maio, a Oficina de Escrita Criativa, com os membros da Academia de Letras dos Estudantes do 7 de Setembro (ACADE7). As aulas foram ministradas pelo escritor e membro do grupo, Mateus Lins, e tiveram o objetivo de trabalhar os principais aspectos da elaboração de uma narrativa com o uso de uma metodologia ativa, permitindo a interação do grupo e a construção do conhecimento em conjunto. De acordo com Mateus Lins, ministrar a Oficina de Escrita Criativa, no colégio onde estudou, possibilitou a vivência de momentos ímpares que proporcionam, até o momento, “um sorriso no rosto”.

“Sou um sonhador e vejo na escrita um caminho para que o mundo possa passar por transformações. Enxergo na literatura uma possibilidade de libertação social, intelectual e individual. Durante as aulas, debatemos a respeito do processo criativo e as possibilidades de como tornar o texto mais atrativo aos olhos de quem o lê. A cada pequeno detalhe, um novo debate”, disse Matheus Lins.

A aluna Elena Jennifer Silveira, que esteve presente ao evento, ressaltou que a oficina foi “interessante, divertida e diferente”. Sobre a produção textual, Elena afirmou ter tido muitos aprendizados. “Aprendi que tenho que estar inspirada para escrever um poema ou uma história. Durante a oficina, eu usei muito a minha criatividade nas atividades propostas”, salientou Elena.

Para a Viviane Holanda e o Matheus Soares, o projeto foi acolhedor. “Foi uma ótima experiência! Mesmo sendo apenas dois encontros, recolhi muitas dicas que nos foram dadas. Espero que a ACADE7 proponha mais encontros como este que, com certeza, irá fazer muito sucesso”, disse Viviane. De acordo com Matheus, todo o conteúdo ministrado durante os dois encontros ficou claro para todos que estavam presente, independente do nível de conhecimento. “Todo o tempo da oficina passou com uma boa dinâmica, sem ser cansativa. Foi uma experiência simplesmente incrível e bem humorada”, afirmou Matheus.

Segundo a aluna Maria Paula, os dois encontros foram marcados por “surpresas” e “lições”. “Foi impossível sair da oficina sem uma vontade louca de abrir o computador e escrever mais um livro, de dar vida aos personagens, rever figuras antigas, reformar historias quebradas pelo tempo. E se me perguntarem o que é essa tal de oficina literária eu só serei capaz de responder: ‘É uma chave’. A pessoa confusa irá me perguntar: ‘Como assim uma chave?’. Nessa hora explicarei que é uma chave para o mundo perdido dentro da nossa cabeça, nós iremos nos despedir com um sorriso no rosto e ela terá certeza de que eu sou maluca”, contou Maria Paula Bezerra.

“A oficina literária veio agregar novos conhecimentos, sendo uma experiência memorável. Além disso, pude saber/conhecer melhor sobre as etapas da construção e publicação de um livro”, afirmou Ana Vitória de Oliveira Marques.

 

Confira as fotos

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Confira as fotos da oficina: