ACADE7 reúne membros para eleição

18459527870_c1fb83a085_zNa última sexta-feira (05), membros da Academia de Letras 7 de Setembro (ACADE7) se reuniram na Sede NGS para a votação que definiu a nova diretoria da academia. A sala onde ocorreu a reunião foi previamente preparada pela professora Solidade que dispôs a cada mesa uma folha com uma poesia para analisarmos.

O início do encontro deu-se com um discurso motivador de Solidade, destacando a seriedade e o apreço que temos que ter para com a academia. Em seguida, Renato Feitosa, presidente da ACADE7 em 2014, falou sobre a visitação à Casa da Criança para realizar doações e propagar o gosto pelos livros para as crianças necessitadas. Renato pediu afastamento da presidência alegando que estará em um período muito corrido (como sabemos que os segundos e terceiros anos do Ensino Médio são).

A votação ocorreu, por conseguinte. Os candidatos, para cada cargo, foram à frente da sala para expressarem-se sobre o porquê deveriam ser eleitos. Após a eleição, foi discutido um pouco sobre o Jornal da ACADE7, que já tem sua primeira edição em processo de criação.

Foi um encontro de bastante aprendizado. Certamente a conduta para com a academia mudará para os próximos encontros. Estamos em um ano que, se Deus quiser, levará a ACADE7 para um novo patamar. Estou bastante esperançoso quanto a isso. Agora só resta planejar, fazer e ver dar certo.

Texto: Pedro Pompeu, aluno do 1º ano Ensino Médio – membro da Acade7.

 

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CineAcade7

Manhã de sábado descontraída, agradável, sorrisos, pipoca e refrigerante.Esse foi o clima dos membros da Acade7 que assistiram ao filme “A menina que roubava livros”. A trama conta a história de uma uma jovem garota que durante a Segunda Guerra Mundial usou como escapismo, passar boa parte de seu tempo lendo livros que roubava. Ajudada por seu pai adotivo, ela aprende a ler e partilhar livros com seus amigos, incluindo um rapaz judeu que vive na clandestinidade em sua casa. Enquanto não está lendo ou estudando, ela realiza algumas tarefas para a mãe e brincar com o seu amigo Rudy.

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ACADE7 2015 define, em reunião, atividades do 1° semestre

17136687125_f85d061b35_oNa última sexta-feira (10) os membros da Acade7 se reuniram na sede EGS para definir as atividades referentes ao primeiro semestre. No começo da reunião a professora Solidade esclareceu aos novatos os objetivos do grupo. Em seguida houve a leitura de um excelente poema do aluno Pedro Morais Posteriormente a vice-presidente Cibelly Holanda apresentou o blog da Acade7 e falou sobre alguns projetos dos anos anteriores.

O presidente Renato Lima apresentou um calendário que organizou, mostrando as datas que estariam disponíveis para possíveis atividades. Devido a grande disponibilidade no mês de maio ficou definido que no dia 9 (sábado) ocorrerá no EGS a votação que definirá a nova diretoria. Cibelly deu a ótima ideia de no mesmo dia da votação haver uma sessão de cinema com pipoca no auditório. Foi marcado no dia 29 de julho (após o término das VG’s) a realização de uma visita a um abrigo infantil. Logo depois um passeio cultural em algum lugar de Fortaleza (que será escolhido por votação em breve).

Também foi definido grupo de teatro que se apresentará na Festa do Livro em comemoração aos 80 anos do C7S. A professora Solidade recitou um trecho do poema ‘Se Eu Morrer Novo’, de Fernando Pessoa, a aluna Ana Paula um poema do filme “A sociedade dos poetas mortos”, Renato disse algumas linhas do monólogo “ser ou não ser…” de Hamlet , Cibelly um trecho do poema “A árvore da forca” da coleção “Jogos Vorazes” e a aluna Vitória um verso da poesia ‘Soneto de separação’, de Vinicius de Moraes.

Ao final, os membros se organizaram em uma roda para ouvir os alunos Matheus Soares e Pedro Moraes tocarem violão enquanto todos cantavam.

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Visita ao Instituto do Ceará marca 1° atividade da ACADE7, em 2015

VISITA AO INSTITUTO DO CEARÁ

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 O primeiro encontro, em 2015, da Academia de Letras dos Estudantes do Colégio 7 de Setembro (ACADE7), aconteceu na última terça-feira (24), em uma visita ao Instituto do Ceará (Histórico, Geográfico e Antropológico). A literatura e a história andam de mãos dadas, logo, nada mais oportuno para o primeiro encontro da ACADE7 do que uma visitação ao Instituto do Ceará. O Instituto, fundado em 4 de março de 1887, é uma instituição privada, sem fins lucrativos, que tem como finalidade o estudo e a difusão da História, da Geografia, da Antropologia e de ciências afins, principalmente referentes ao estado do Ceará.

O passeio, que durou algumas horas, possibilitou aos membros, novos e veteranos, a oportunidade de conhecer muitos aspectos sobre a história política e literária do estado e do Brasil. Guias bem instruídos e simpáticos coordenaram toda a visitação. Já a recepção foi responsabilidade do atual presidente do Instituto, Dr. Ednilo Soárez, além de auxiliares da instituição e da organizadora da ACADE7, Solidade Santos, que deu uma mensagem de boas-vindas aos novos acadêmicos. A visitação se deu no casarão do Palacete Jeremias Arruda e no Museu Barão de Studart. O casarão, muito bem conservado, é repleto de estantes de livros e quadros de políticos influentes e de todos os membros que o Instituto já teve. O Museu, bem moderno, tal qual o conhecido Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, contém diversos quadros, exposições e documentos históricos, como cartas originais de José de Alencar, Padre Cícero e Thomás Pompeu de Sousa Brasil, este, ex-senador do Império, foi o primeiro presidente da Academia Cearense de Letras e o segundo do Instituto.

O clima foi de alegria e novas amizades nesse encontro. Os novos membros tiveram o primeiro contato com o clima especial que é a interação do grupo e perceberam a maravilha de fazer parte da Academia. “Sério, nunca imaginei que a ACADE7 fosse tão legal. Foi massa, valeu muito a pena ir”, disse a estudante Bruna Coelho, um dos novos membros, sobre o encontro. Como já é de minha mania, redijo um texto misto de relato pessoal com matéria jornalística sobre esse evento. Fiquei bastante feliz com esse passeio. Percebi um brilho nos olhos de muitos dos novos membros, o que me encheu de esperanças sobre o caminho que a ACADE7 tomará neste ano.

Teremos, se Deus permitir, um ano maravilhoso para o grupo. Espero, com ansiedade, a reunião administrativa para coordenar os projetos da Academia este ano.

 

Pedro Pompeu de Sousa Brasil Carneiro
Aluno do 1º ano do Ensino Médio e membro da ACADE7 desde 2014.

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Acade7 se apresenta na XI Bienal Internacional do Livro do Ceará -2014

“A Acade7 apresentou sua peça, intitulada “Fragmentos de Moreira”, quarta-feira, 10 de dezembro, na Bienal Internacional do Livro. A experiência foi emocionante. Embora nós tenhamos apresentado outras duas vezes, a Bienal deu um caráter mais profissional à peça. Esperamos com certo nervosismo o dia, e depois de inúmeros ensaios repletos de erros, quedas, risadas e açaí, ela chegou. Quando tudo acabou, sobrou aquele “gostinho” de quero mais. Somos muito gratos a professora Amidete, por sua infinita paciência e por ter virado uma amiga. A Solidade, por sempre estar pronta para ajudar, ao Dr. Ednilo por cuidar tão bem da sua academia e a todos os amigos e familiares que foram nos prestigiar, em especial a AMA, Academia de Letras do Colégio Maria Esther, que tão carinhosamente nos assistiu. Resta a certeza de que, em 2015, estaremos de volta e, preferencialmente, com mais risadas e menos açaí.”  Relato da aluna Cibelly Holanda.

A apresentação da peça “Fragmentos de Moreira Campos, encenada pelos membros da Acade7, aconteceu na XI Bienal Internacional do Livro do Ceará, dia 10/12.
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Acade7 apresenta peça “Fragmentos de Moreira Campos, na EXPO7

O Colégio 7 de Setembro realizou, no dia 28 de novembro, a solenidade de premiação da XV Exposição Literária do C7S. Na solenidade, os alunos receberam os prêmios e o livro com os trabalhos dos autores que se destacaram na Expo7. O evento foi iniciado com a apresentação da peça “Fragmentos de Moreira Campos, encenada pelos membros da Academia de Letras dos Estudantes do Colégio 7 de Setembro (Acade7), e teve como apresentadores Dr. Ednilo Soaréz e professora Liduína.

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Encontro

Encontro

Mateus Soares

Olá! Hoje, acho que encontrei o amor, mas não aquele sentimento de se fazer de gato e sapato pela pessoa. É um sentimento belo e prazeroso. Eu confirmei isso há poucos minutos, e não foi com um beijo ou um abraço, foram apenas um olhar e uma palavra que me fizeram perceber que a amava. Eu já achava que sentia isso, pois tinha “algo” nela. Mas hoje, sim, eu pude confirmar isso.

Tudo começou com uma frase, e isso foi evoluindo para algo a mais. Começamos a contar segredos, a saber respeitar um ao outro, a conversar assuntos variados de uma forma bem estranha, mas este era o nosso jeito de ser: diferente, mas ao mesmo tempo era uma coisa que parecia que estava faltando e que veio sem eu saber, e quando chegou, fez-se sem perceber.

Acho que a amo. Digo isso, pois já amei e hoje confirmei. Atualmente, as pessoas falam que amam e depois desistem… Que tal amar primeiro e dizer depois?! Engraçado, nos dias atuais, está tudo muito rápido e precoce, pois todos “namoram por namorar”. Cadê o amor dessas pessoas?! Será que enlouquecemos e já não queremos saber o que é amar?!

Para mim, amor não está só nos beijos e nos abraços, não só naquele “eu te amo”, mas está com a pessoa, independente de sua aparência, religião ou qualquer outra coisa mundana. O amor está muito acima disso, na verdade, ele ultrapassa toda a nossa compreensão e só conseguimos expressá-lo dessa maneira.

Então, antes de dizer que ama uma pessoa, cuide dela, não tenha medo de chamá-la por apelidos carinhosos ou dizer que ela está linda, viva sem o medo de amar, e não se preocupe muito no que os outros irão achar por você gostar daquela pessoa, pois você viu nela o que outros não viram. Você entrou na verdadeira essência do amor, por isso ama de verdade.

[Aluno: Mateus Soares – 9º ano – membro da Acade7]

ESMOLAS

ESMOLAS
Por Pedro Pompeu

Trânsito congestionando. Típico na Grande São Paulo. Atrasado para o trabalho. Frustrado. Muita raiva. Ainda por cima, há mendicância. Os pedintes abordam os motoristas quase como se quisessem assaltá-los.

Chega um senhor de idade perto de meu carro. De repente, vejo-me no passado, no carro de meu pai. Eu era criança, sentava no banco traseiro. Um moço se aproximou da janela do carro. Pedia dinheiro, mas meu pai lhe negou. Fechou a janela e deu partida, deixando o pobre homem para trás e me enchendo de desgosto. Acordei. Só que eu nem havia dormido. Aquilo fora apenas uma lembrança, ou uma mensagem divina? Ainda atordoado, estendo a mão e dou uma nota de cinco reais ao velho que me abordara. Não sei se fiz o certo, apenas segui o rumo contrário ao exemplo de meu pai.

Cinco da tarde, fim de meu expediente. Na volta do trabalho, vejo aquele mesmo senhor. Com uma garrafa de cerveja em suas mãos. Cheia até a boca.

“Aquele velho desgraçado! Usou meu dinheiro para comprar cerveja!”, concluí isso com o coração despedaçado e cheio de ódio. Sem pensar duas vezes, salto do carro e corro em direção ao velho. Tomo de suas mãos a garrafa e exclamo:

- Esta garrafa de cerveja é fruto de meu trabalho suado, portanto pertence somente a mim!

Ao ingerir três goles daquele néctar borbulhante, noto seu estranho gosto. Rindo da situação, o velho me explicou:

- Isso não é garrafa de cerveja, doutor! Isso é a gasolina que roubei de seu carro no último cruzamento.

[Pedro Pompeu, 9º ano – membro da Acade7]

Acade7 se reúne em homenagem ao Prof. Edilson Soárez e Moreira Campos

O ENCONTRO DESCRITO POR DOIS MEMBROS DA ACADE7:

Relato do aluno Pedro Pompeu

“Na última quinta-feira (21), os membros da Academia de Letras dos Estudantes do Colégio 7 de Setembro (Acade7) se reuniram na praça do Passeio Público, no centro de Fortaleza, para ouvir histórias e filosofias do Dr. Ednilo, devido ao centenário de seu pai, Edilson Brasil Soárez, e de Carolina Campos, homenageando seu avô, Moreira Campos, que também fez um século de seu nascimento neste ano.

Um ônibus levou os alunos membros da Academia da sede EGS do Colégio para o local do encontro. Para muitos, essa foi a primeira vez que pisaram na praça do Passeio Público e isso deixou um sentimento novo, pois é surpreendente que haja um local tão bonito e agradável em nossa cidade e que pouca gente se dê conta disso.

A concentração foi perto do restaurante do Passeio. Lá estava armado todo o cenário do nosso espaço de confraternização e troca de experiências. Ouvimos primeiro memórias do Dr. Ednilo sobre seu pai, seu relacionamento com ele e sobre seu início ao mundo dos livros. Em sequência, uma das netas do ilustre escritor Moreira Campos tomou posse do microfone. Carolina Campos descreveu momentos pessoais que passou com seu avô durante a infância. Contou como foi incitada, quase que acidentalmente, à Literatura e como isso foi benéfico para ela.

Após o momento de “palestra”, Carolina se encantou com a surpresa que o grupo de teatro da Acade7 preparou: uma peça sobre a obra “Dizem Que os Cães Veem Coisas”, de Moreira Campos. A apresentação contou com a direção da Professora Amidete e encantou até alguns soldados que saíam da base da 10ª Região Militar, que fica ao lado da praça. Depois ainda teve um lanche bem gostoso e bate-papo agradável entre os estudantes.

Foi muito divertido, agradável, gratificante e enriquecedor ter participado deste momento. É um honra, para mim, fazer parte desse grupo tão bonito e forte. É apenas meu segundo encontro como membro da Academia. Ainda não consegui memorizar nome de cada um dos membros, mas estou passando a gostar, cada vez mais, de tê-los como companheiros. Vou pegar no pé de cada um, agora, para me enviarem textos e finalmente confeccionarmos a primeira edição do Jornal da Acade7. Ainda teremos muitos bons momentos pela frente.”

Impressões do aluno Renato Lima

“No dia 21 de agosto, nós, membros da Acade7, nos reunimos no Passeio Público. Um lugar muito tranquilo e arborizado, localizado no centro da cidade de Fortaleza.

Após chegar ao Passeio Público, o Dr. Ednilo nos apresentou a neta de Moreira Campos, e em seguida ela nos contou um pouco sobre seu avô. Foi um momento muito interessante, já que pudemos descobrir mais sobre este grande escritor cearense.

Após a palestra, alguns dos membros da Acade7 realizaram uma peça baseada no conto “Dizem que os cães veem coisas” de Moreira Campos. A peça teve grande êxito, graças ao empenho dos que estiveram envolvidos na participação da dramatização.

Ao final, fizemos um delicioso lanche, e então seguimos para as mesas onde conversamos bastante e demos boas risadas até o final encontro.”

Confira as fotos da Acade7 no Passeio Público:  Aqui

 

O Amanhecer Negro

Texto do Renato Lima, membro da Acade7

As trevas avançavam pela terra obscurecendo o mundo. Ao mesmo tempo todas as pessoas se escondiam em suas casas para se protegerem do escuro e do frio. Todos menos um. Nas montanhas sentava-se um homem que observava as fogueiras serem acendidas por toda a terra. Era sua época favorita do ano, quando o céu se escurecia e os covardes procuravam abrigo, e só retornavam na Aurora Gloriosa. Por hora ele poderia desfrutar da sua solidão.

Esse período era geralmente marcado por três das coisas que ele mais apreciava e que eram geralmente as três coisas que as pessoas mais temiam: o isolamento, a escuridão e o frio. Somente  na presença desses elementos ele sentia que conhecia a si mesmo. Ele se sentia… vivo.

Era hora do amanhecer, mas naquele dia o Sol não voltaria a surgir no horizonte. Quase todo o céu já estava coberto pelo véu negro que deslizava sobre ele, só restava um pequeno trecho de nuvens rosadas, iluminadas pelos raios do Sol, que não renasceria.

Enquanto o mundo fazia seu caminho para as sombras uma névoa se formava, tão espessa que tornava difícil ver os campos iluminados pelas fogueiras das vilas.

Após alguns instantes de espera o céu foi finalmente selado pelo breu diante dos olhos do espectador solitário. E logo pôde-se ouvir o bater dos sinos de todas vilas próximas à montanha anunciando a chegada do Amanhecer Negro.

Mesmo no pico da montanha, ele sentia a atmosfera de medo que assolava os tolos. Mas ele não temia, sabia por experiência própria que as lendas a respeito de Monstros que surgiam na escuridão eram falsas. Os monstrosde verdade surgiriam mais uma vez na Aurora Gloriosa. Afinal, o que diferencia um homem de um monstro?

Para os inocentes e os tolos, a Manhã Negra representava as dificuldades a serem enfrentadas na vida e que sempre seriam interrompidos pela glória de grandes conquistas, representada pela Aurora Gloriosa. Mas para o homem sentado na montanha o Amanhecer Negro representava o descanso e a paz recompensadora após as grandes batalhas e, se ele pudesse, faria ser eterno, mas sempre há o retorno dos Tiranos e dos Injustos, representado pela Aurora Gloriosa. Ainda assim valia a pena continuar lutando para que possa haver mais  um Amanhecer Negro.